<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493</id><updated>2011-07-07T15:01:09.655-07:00</updated><title type='text'>Celebração do Inútil Desejo</title><subtitle type='html'>Esse blog é um espaço despretensioso, criado para deixar fluir a minha emoção. Ele não tem - e não precisa ter - lógica. Não há um nexo, tampouco uma explicação, para cada um dos textos que o compõem. São apenas fragmentos da minha alma, retratos do meu pulsar, manifestos sinceros do meu coração. Trata-se exclusivamente da celebração do meu desejo: inútil sim, mas muito verdadeiro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-8148548094371719735</id><published>2009-08-01T13:10:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T13:14:46.782-07:00</updated><title type='text'>Te cuida</title><content type='html'>Domingo passado, quando acordei, peguei a Revista de Domingo e fui direto procurar o texto semanal da Martha Medeiros. Quando olhei para a página em questão, tive uma surpresa enorme ao ler o título do artigo: “Te cuida”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, lembrei as inúmeras vezes em que fui exposta a essa expressão. Inicialmente, ela apenas me causava estranheza e colocava uma lista infindável de dúvidas na minha cabeça. Eu ficava horas pensando sobre o que o tal “te cuida” queria dizer. Seria apenas uma forma diferenciada de dar tchau, seria uma tentativa de me dizer, entrelinhas, que eu precisava me cuidar melhor ou queria dizer “eu não pretendo te ver mais”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do tempo, as atitudes que seguiram o maldito “te cuida” me provaram que o significado dessas duas pequenas palavras era o pior possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos e vejo novamente a cena do meu amado me deixando em casa após uma noite de beijos, palavras de carinho e muitas saudades. Era a primeira vez que nos revíamos após um afastamento de anos e aquela era uma espécie de segunda chance do destino para a nossa história. A minha expectativa com a despedida era imensa. Meu coração estava disparado e a minha ansiedade podia ser vista no tremor das minhas pálpebras. Para mim, aquele momento seria decisivo, afinal, teria a chance de ouvir alguma declaração mais incisiva, uma espécie de saldo do encontro e qualquer promessa concreta de programas futuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para todas as minhas divagações foi um beijo sem graça, acompanhado de duas expressões intrigantes: “a gente se fala” e “te cuida”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso lembrar que, quase nunca, o “te cuida” aparece sozinho. Ele sempre é piorado por uma expressão que ajuda a mostrar que o contato não irá ocorrer mesmo. O “a gente se fala” é o mais usado, pois consegue dar, na medida certa, um tom vago e despretensioso, atenuando a crueza do “até nunca mais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, “te cuida” é um eufemismo para uma intenção de desprezo tipicamente masculina. Significa que você precisará se cuidar com todo o zelo do mundo porque a pessoa em questão não poderá fazê-lo por você. Por quê? Simplesmente porque não quer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai haver ligações, torpedos, saídas, abraços, beijos e muito menos romance. Não vai haver histórias, encontros nem trocas. Não vai haver paixão, emoção, trepidação. Resumindo, não vai haver relação. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de todas essas constatações doloridas, a minha alegria se esgota no exato momento em que alguém manda eu me cuidar. Ao menos, após essas míseras palavras serem despejadas no meu ouvido ingênuo, eu sei que não tenho o que esperar. Não existe amanhã nem talvez. Era hoje e acabou de chegar ao fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passei por essa situação inúmeras vezes e sei que, enquanto estiver solteira, ainda vou vivenciar esse incômodo em outras tantas ocasiões. O que consola é que, agora, tenho convicção de que o “te cuida” é sinônimo do “eu não vou cuidar de você”. E já que é assim, fazer o quê? Cuido eu, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-8148548094371719735?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/8148548094371719735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=8148548094371719735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/8148548094371719735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/8148548094371719735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2009/08/te-cuida.html' title='Te cuida'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-3167886403497409269</id><published>2009-06-29T16:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T16:57:34.285-07:00</updated><title type='text'>Abismo</title><content type='html'>Não sei se é porque estou perto de completar mais um ano de vida, se é o “inferno astral” de que tanto falam ou se simplesmente atravesso uma fase reflexiva e questionadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o plainar de uma simples folha me faz ter longos minutos de pensamentos concentrados. Cada som, cada gesto, cada frase pronunciada, cada fala interrompida, cada intenção descartada me levam a análises longas, profundas e dolorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa percebo o quanto tenho errado enquanto pessoa e, sobretudo, como mulher. Sou transparente, sincera, autêntica, inteira. Acredito no impossível, torço pelo imponderável, me entrego ao abismo. Todas essas atitudes me trazem desprezo, traições, pouco caso e desrespeito. Mesmo assim, eu não aprendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo sendo eu: honesta e passional. Sigo a minha trajetória de dar sem receber e de amar sem ser amada.  Tento mudar, me esforço para ser menos densa, para segurar o meu coração ingênuo, mas é em vão. A cabeça sabe o que esperar, mas a alma se atira na imensidão do céu. As nuvens invadem o meu vôo sem destino, me atiram na tempestade e me dissolvem em gotas de chuva. Acabo como lágrimas quentes que escorrem, indóceis, do meu rosto marcado por decepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de quando acreditava no amor e, como em um filme antigo, vejo cenas da felicidade que pensei viver no passado. Em todas essas horas, é a imagem dos anos ao lado do Gustavo que contagiam a minha mente atordoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo quente, o sorriso largo, as brincadeiras diárias. Até hoje, anos depois, demoro a dormir, revirando na cama, sentindo falta do seu abraço forte. Era só encostar a cabeça em seu peito para tudo perder o sentido, para qualquer problema parecer pequeno. Ainda agora espero os seus beijos me acordarem toda manhã, com um jeito único e cúmplice, que inundava o meu peito de paixão e preenchia o meu “bom dia” de risadas soltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade do trivial, do rotineiro. Pagar as contas, arrumar a casa, assistir novela. Dividir a cama, a alma, o dia. Trocar beijos, farpas, amor. Compartilhar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caí de um penhasco tão alto que ainda não consegui aterrissar. Tenho procurado pára-quedas para aliviar a dor da chegada, mas eles se esvaem em pleno ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande verdade é que eu quero o que achava que tinha. E, para encontrar, voltei à infância, revivi a adolescência, aceitei o inaceitável, respeitei diferenças intransponíveis. Só fiz cair mais e mais rápido. Quanto mais se cede, mais se afunda. Quem entende demais, não se faz entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflito, questiono, pondero, me revolto, revejo, reconsidero. Tento, desisto, amo, odeio. Lembro das sábias palavras de Cartola e fico martelando em meus próprios pensamentos o que ele, sabiamente, anunciou há tantos e tantos anos. O mundo é mesmo um moinho e são os meus sonhos que estão sendo triturados, dia após dia, pelo abismo que cavo com os meus pés cansados de caminhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trecho da música “O mundo é um moinho”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ouça-me bem amor&lt;br /&gt;Preste atenção, o mundo é um moinho&lt;br /&gt;Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos&lt;br /&gt;Vai reduzir as ilusões à pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preste atenção querida&lt;br /&gt;De cada amor tu herdarás só o cinismo&lt;br /&gt;Quando notares estás a beira do abismo&lt;br /&gt;Abismo que cavaste com teus pés”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-3167886403497409269?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/3167886403497409269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=3167886403497409269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/3167886403497409269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/3167886403497409269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2009/06/abismo.html' title='Abismo'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-1445354575255585284</id><published>2009-06-23T18:34:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T18:37:42.676-07:00</updated><title type='text'>Em algum lugar do futuro</title><content type='html'>O ano é 2029. O dia é 07 de julho. É meu aniversário. Cansada de um dia intensivo de trabalho, sigo para um bar aonde encontrarei amigos e familiares para uma comemoração tranquila. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao local, encontro pessoas queridas e reconheço muitos rostos, mesmo com as marcas trazidas pelo tempo. Sou subitamente abraçada por dois adolescentes lindos, um menino e uma menina. Em questão de segundos, percebo que eles são meus filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barulhos de palmas ecoam e tomam conta do ambiente. Sorrisos, assobios e gritos de parabéns dominam as mesas e, de maneira contagiosa, até mesmo estranhos aplaudem o meu aniversário. Um abraço inesperado interrompe a minha emoção e, sem que possa reagir, recebo um beijo apaixonado. Meu coração, entretanto, não palpita, meu estômago não sente frio, minhas mãos não suam. Nada muda na minha respiração, que permanece regular, controlada. Meu ar não falta, minha emoção não transborda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizo que acabei de beijar o meu próprio marido e me sinto estranha com essa descoberta. Penso no que há de errado e não consigo chegar a lugar algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, uma pessoa do passado, o grande amor da minha adolescência, aparece na minha frente. Todo o nervosismo e paixão que não senti antes invadem o meu corpo, cegam a minha visão, dominam a minha mente febril. Ele diz que a algazarra da comemoração o fez perceber que se tratava de mim e que, em função disso, decidiu me cumprimentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele puxa a mão de uma garotinha e me apresenta como sua filha. Em seguida, aponta para uma mesa distante e me mostra outros filhos, a mulher, enfim, a sua família. Percebo que construímos vidas separadas e vivemos histórias sem intercessão. Ele teve com aquela mulher, a poucos metros de mim, tudo o que sonhei. Ele deu a ela o amor que me foi negado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma tristeza imensa, um ímpeto incontrolável de gritar. Quero chorar, correr, fazer algo que me permita voltar no tempo. Desejo saber que passo em falso me levou a isso, em que momento escolhi a bifurcação errada do meu destino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos prantos e molhada de suor, acordo assustada. Percebo que tudo não passou de um terrível pesadelo e respiro aliviada, como se a paz voltasse a repousar no meu corpo. Poucos minutos depois, penso que esse foi um aviso muito verossímil do futuro que me amedronta, uma prévia da realidade que me aguarda na esquina implacável dos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontros e desencontros, falta de comunicação, vidas perdidas no tempo. Lá se vão quase 14 anos de uma história não vivida, de um amor não realizado, de uma relação nunca estabelecida. Quando acho que estou curada, o acaso me surpreende e me afronta com a dureza do não. Não passou, não esqueci, não superei totalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver a paixão da minha juventude, a reação é sempre a mesma. Não importa onde, com quem, em que ano, em que circunstância. Nada muda. Meu tremor, minha paixão, minha pouca calma. Mas também nada acontece. Relação, troca, doação nem alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu não conseguir um amor tão retumbante que apague o calor do desejo sem fim da adolescência? E se nenhuma paixão for suficientemente capaz de calar o grito do desejo reprimido? E se o pesadelo se tornar realidade e se enraizar nas horas cansadas da minha rotina futura? E se? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso ou medo? Premonição ou insegurança? Não sei, não desvendo e simplesmente não controlo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só quero fazer as decisões certas e ser integralmente feliz com as coisas que não posso escolher. Assim, daqui a 20 anos, estarei onde quero e, sobretudo, com quem desejo. Completa, entregue, apaixonada. Em algum lugar, logo ali, no futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-1445354575255585284?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/1445354575255585284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=1445354575255585284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/1445354575255585284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/1445354575255585284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2009/06/em-algum-lugar-do-futuro.html' title='Em algum lugar do futuro'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-3034922674370356813</id><published>2009-06-16T17:16:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T17:20:21.095-07:00</updated><title type='text'>Querer ... você</title><content type='html'>Olho para os seus olhos e me invade uma vontade imensa de me jogar nos seus braços&lt;br /&gt;Fixo minha atenção na sua boca e, por impulso, fico consumida pela urgência do seu beijo&lt;br /&gt;Quero o seu calor, o seu abraço, a sua forma brincalhona de me fazer rir&lt;br /&gt;Eu desejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto o seu cheiro e fico embriagada com o seu perfume&lt;br /&gt;Fito os seus olhos e me perco nos meus pensamentos&lt;br /&gt;Inicio conversas sem sentido e perco o rumo da minha própria fala&lt;br /&gt;Esqueço os meus mais veementes argumentos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me tira o ar, me rouba os alicerces, me destrói com uma única interjeição&lt;br /&gt;O mais simples dos seus gestos me confunde, me aguça, me bagunça&lt;br /&gt;A sua mais trivial colocação me perturba, me consome, me desorienta&lt;br /&gt;Perco o norte, a concentração ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brilho dos meus olhos é o meu maior traidor&lt;br /&gt;Dissolvo-me em paixão, devoção e doçura, mesmo quando tento parecer alheia&lt;br /&gt;Derreto-me em afagos, muitas vezes sem precisar te tocar&lt;br /&gt;Entrego o meu coração e ofereço a minha pele&lt;br /&gt;Finjo, inutilmente, te ignorar ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invento histórias que circundam na minha cabeça confusa&lt;br /&gt;Crio situações imaginárias, misturando sonho e realidade&lt;br /&gt;Fantasio beijos, simulo cenas tórridas de amor&lt;br /&gt;Vivo a mentira, tento repelir a inércia da verdade ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero o toque, a troca, o gosto, o calor&lt;br /&gt;Eu desejo o beijo, o tato, o contato, o seu amor&lt;br /&gt;Eu quero você, assim, como é, como quer, como vier ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-3034922674370356813?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/3034922674370356813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=3034922674370356813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/3034922674370356813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/3034922674370356813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2009/06/querer-voce.html' title='Querer ... você'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-1776719352134479001</id><published>2009-05-31T13:30:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T13:31:04.329-07:00</updated><title type='text'>Não deixe o momento passar</title><content type='html'>Às vezes, as coisas mais clichês são também as mais verdadeiras. Recebi centenas de mensagens ou li depoimentos sobre a necessidade de aproveitar o hoje, de viver o agora, de não perder os momentos. Trata-se do velho e batido carpe diem , que tanto confundiu a cabeça dos barrocos entre a necessidade de gozar a vida e a obrigação de salvar a alma, garantindo um lugar no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quase 29 anos, essas ideias nunca tinham me tocado de verdade. Até agora. De uns tempos para cá, percebi que perdemos tempo pensando demais nas coisas e avaliando excessivamente as nossas atitudes. Temos medo de dizer, receio de fazer, vergonha de ser. Com todos esses senões, desperdiçamos histórias únicas, instantes mágicos e experiências enriquecedoras. Damos chance aos mal-entendidos, simplesmente porque não somos claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão fácil ser transparente, fugir dos jogos, se esquivar das culpas. Se eu quero algo e isso me faz bem, por que não? Aliás, por que tantos nãos? Não posso, não devo, não sei ... Isso, literalmente, NÃO leva a nada. E eu quero ter TUDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que é preciso manter o respeito pelas pessoas e, sobretudo, pelos meus próprios limites. Tenho que ter certeza de que ir atrás de uma vontade me fará bem, me deixará leve, somará coisas boas à minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo convicção disso, é só deixar as situações chegarem, sem ficar tergiversando sobre o que vai acontecer depois. Depois é futuro e não está nas nossas mãos. Depois é etéreo, intangível, não vivido. Devo dispensar uma hora de alegria pensando que, daqui a um mês, isso ou aquilo pode ocorrer? Pode é talvez e também não cabe a nós adivinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que ignorar os meus impulsos e esconder os meus anseios com medo do que os outros vão pensar? Claro que não. Afinal, ninguém pode ser feliz no meu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a minha trajetória durará mais um mês ou mais oitenta anos. Então não tenho tempo de perder oportunidades. Tenho que dar valor aos dias comuns e a cada momento singelo. Encarar os fatos com leveza e soltar uma gargalhada nas adversidades. Sorrir para o acaso e me alegrar com pouco. Quando a alma está leve, tudo é mais fácil. Alegria atrai alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero, cada vez mais, rir do trivial e brincar com o inevitável. Vou me permitir uma vida inteira, aceitando o agora, sem questionar o amanhã. Se não vier nada, o ontem já terá valido a pena. Sem culpa, cobranças, julgamentos nem remorsos. Apenas com intensidade, consciência e uma vontade clara: &lt;strong&gt;ser feliz!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-1776719352134479001?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/1776719352134479001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=1776719352134479001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/1776719352134479001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/1776719352134479001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2009/05/nao-deixe-o-momento-passar.html' title='Não deixe o momento passar'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-8957455853407907783</id><published>2009-05-31T13:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T13:29:54.892-07:00</updated><title type='text'>Quem disse que amar é fácil?</title><content type='html'>Quando eu era pequena, assistia a filmes da sessão da tarde e ficava horas a fio imaginando como e quando eu iria encontrar o amor. Para mim, seria uma coisa mágica, única e definitiva. O príncipe encantado cruzaria o meu caminho, nos olharíamos e o amor eterno nasceria como por feitiço. Luzes se acenderiam, música embalaria a nossa emoção e, como em uma espécie de clipe musical dos anos 80, correríamos nas areias da praia, celebrando a paixão mútua e indestrutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ilusão durou pouco. Morreu na primeira decepção a que fui exposta, no momento exato em que descobri uma das máximas mais tristes da minha existência: eu amar alguém nem sempre é igual a nós dois estarmos juntos. Aliás, quase nunca é. Amores não correspondidos, mal resolvidos, não começados e semi acabados são os que mais povoam as nossas vidas de histórias nebulosas e confusões sentimentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter aprendido muito com as escolhas erradas e as paixões unilaterais, sempre mantive uma convicção: só é possível amar uma pessoa de cada vez. Isso não é mais uma verdade para mim. A vida prega peças e esvai as nossas certezas mais genuínas. Hoje eu sei que é possível, sim, amar alguém e ser apaixonado por outra pessoa. Tudo ao mesmo tempo, com jeitos diferentes, intensidades particulares. Aliás, aprendi que o amor não tem lógica, não é exato, não pode ser parametrizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos feitos de emoções e são elas que guiam as nossas vontades. Eu sou uma pessoa ao lado de fulano e me torno completamente diferente ao me aproximar de ciclano. Somos exatamente aquilo que os outros nos tornam. A maneira como alguém te vê é o que faz você ser isso ou aquilo. Enquanto uns extraem o meu lado menina, outros arrancam de mim a minha porção mulher. E as duas nuances são pedaços singulares da complexidade de facetas que me constituem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O difícil nisso tudo é saber qual parte eu quero extravasar e que perfil quero deixar transcender. E como saber que pessoa deve estar na minha vida: a que me dá esteio ou a que me faz voar? A que me idealiza ou a que me enxerga como uma pessoa comum? A que me dá paz ou a que me tira o ar? Como optar entre a calma e a tormenta? Meu coração vive aos pulos, minhas mãos transpiram paixão, minha mente se perde em pensamentos contraditórios. Eu quero, mas não posso. Eu preciso, mas não desejo.Pela primeira vez, entendo como seria bom se pudesse ter tudo: o amor seguro, a paixão desesperada e, de quebra, a leveza saborosa da falta de compromisso. Assim, saciaria as minhas vontades, preencheria as minhas nuances opostas e ainda poderia ser só, sempre que desse na telha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, poetas e pensadores tentam definir o amor. Nenhuma tentativa até agora conseguiu classificar esse sentimento imenso e incontrolável, que domina os nossos gestos e determina as nossas escolhas. Ou a falta delas. É complicado, tira o nosso sono, rouba o nosso fôlego, mas traz um brilho aos olhos e uma vida aos sorrisos capaz de compensar tudo. Quem disse que amar é fácil? Não é mesmo simples, mas o que importa de verdade não é a complexidade da experiência, mas a completude que ela pode trazer. Amar é difícil sim, mas é muito bom. E essa&lt;strong&gt; é&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;sempre será&lt;/strong&gt; a minha escolha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-8957455853407907783?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/8957455853407907783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=8957455853407907783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/8957455853407907783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/8957455853407907783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2009/05/quem-disse-que-amar-e-facil.html' title='Quem disse que amar é fácil?'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-6386388362134626488</id><published>2007-10-09T12:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T12:52:39.044-07:00</updated><title type='text'>Simplicidade escancarada</title><content type='html'>Tudo o que vejo e ouço se torna insumo para o que escrevo. A observação da vida, seja minha ou dos outros, é o que inspira e motiva as minhas dissertações. Preciso pôr para fora o que vivencio e, dessa maneira, aliviar o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, nada é capaz de motivar mais do que a música. Não importa o estilo, sempre há uma mensagem importante sendo passada e mobilizando pensamentos. A cada estrofe, estabeleço um paralelo com algo por que passei ou com um sonho que ainda quero concretizar. Cada verso, por mais simplório e repetitivo, me leva a léguas de distância, em uma viagem íntima e indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo em torno de mim mesma e velejo no mar agitado dos meus próprios anseios. Passeio, sem rumo nem pressa, pelos caminhos confusos das minhas contradições e me perco no labirinto interminável das minhas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que sempre acabo chegando a um ponto comum, como se estivesse em um filme empacado ou me tornasse uma faixa de um CD arranhado. Esse local é o depositório das minhas certezas, o centro das minhas convicções. É exatamente aí, nesse espaço misterioso, que guardo tudo o que sei, quero e preciso. É somente nele que me permito ser e ter, sem filtros nem julgamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conceitos de certo e errado, por vezes, se dissipam na minha cabeça. Em alguns momentos, questiono os estereótipos que o mundo me impõe, permitindo-me ser eu mesma, de maneira completa e visceral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas feridas estão abertas, só que ainda mais escancarado VIVE o meu coração. Quero ser feliz e ir em busca do que me traga alegria. &lt;strong&gt;Simples assim, mas muito para mim.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-6386388362134626488?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/6386388362134626488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=6386388362134626488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/6386388362134626488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/6386388362134626488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/10/simplicidade-escancarada.html' title='Simplicidade escancarada'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-8235435078993494290</id><published>2007-10-08T14:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T10:24:30.980-07:00</updated><title type='text'>Teoria da Vodka</title><content type='html'>Trabalhar na área de Comunicação exige muita criatividade. Nesse processo permanente de imaginação, a gente acaba viajando e criando teses diversas sobre o mundo, as coisas e as pessoas. No meu caso, lidando com quase 10 mulheres 10 horas por dia, essa realidade é ainda mais premente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a pilhas de papel e muito estresse, chegamos a uma conclusão muito interessante, que pode desafiar médicos e nutricionistas: ao contrário do que todo mundo pensa, vodka emagrece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a pesquisar as reais calorias da bebida e espantamo-nos ao descobrir que um copinho de 100 ml contém nada menos do que 230 kcal. Isso sem contar os outros ingredientes que nós, mulheres, adicionamos à receita, sem dó nem piedade. Veio-me à cabeça um desfile engordativo de leites condensados, cocos, licores, chocolates e tantas outras guloseimas e especiarias que recheiam os drinks femininos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um primeiro momento, uma pessoa desavisada pode se desesperar com essas constatações. Até, entretanto, conhecer a &lt;strong&gt;nossa&lt;/strong&gt; teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por “quando” a vodka é consumida. Quase 100% das vezes, a ingestão se dá à noite, sobretudo ao longo da madrugada. Ou seja, ao invés de estarmos dormindo e “engordando”, estamos bebendo, dançando, conversando, beijando, enfim, vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, chega o segundo ponto relevante a ser considerado: quanto mais se bebe, mais energia se tem. A empolgação triplica, a vergonha diminui exponencialmente e, conseqüentemente, as calorias perdem-se de maneira frenética, mortas pela exaustão e o suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro quesito é ainda mais interessante. O “efeito vodka” não termina na mesma hora: os seus benefícios se estendem ao dia seguinte. O que acontece é que, após várias doses, o estômago da gente fica debilitado. O efeito imediato é uma dor desagradável e um enjôo generalizado. Parece ruim? Mas é perfeito. Significa um dia inteirinho de jejum espontâneo e de total falta de apetite. Representa um longo período de imunidade às tentações. Durante essas 24 horas, podem desfilar na nossa frente pizzas, salgadinhos, tortas e até mesmo baldes de profiterólis. Nada nos apetece, apenas um bom copo d’água e algumas leves folhinhas de alface. Sem molho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, além das calorias da vodka, nos livramos de algumas já angariadas e economizamos milhares de outras que adquiriríamos. O resultado? Perda de peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse blá blá blá foi para confirmar o valor e a seriedade da nossa teoria. Mais do que isso, para dar peso à nossa argumentação. O que fica é a comprovação da nossa tese: vodka emagrece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, mulheres, nada de chope! Vamos à vodka! &lt;strong&gt;Cheers!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-8235435078993494290?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/8235435078993494290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=8235435078993494290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/8235435078993494290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/8235435078993494290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/10/teoria-da-vodka.html' title='Teoria da Vodka'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-6720271928267614875</id><published>2007-09-24T09:09:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T10:55:01.222-07:00</updated><title type='text'>Castelos de areia, projetos de ar ...</title><content type='html'>Quando a ilusão sai pela porta, a capacidade de sonhar se esvai pela janela. A verdade do mundo se tornou tão clara para mim que me sinto incapaz de idealizar. Como esperar por algo diante de tudo que vivi, sei e sinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo todas as manhãs tentando ignorar esses questionamentos e afastar a amargura dessas certezas. Entretanto, hora após hora, observo o mundo, as pessoas e a vida, tendo ainda mais convicção de que não há mais sentimento nem profundidade entre os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é banal, fácil, pouco. As relações são construídas sem base, sem transparência, sem consideração. Em um mês, as pessoas conhecem, amam loucamente, se entediam e terminam. A velocidade das paixões é mais rápida do que os movimentos do som. O “eu te amo” de hoje é friamente substituído pelo “eu não te conheço" de amanhã. Em minutos, o “eu preciso de você” cede lugar ao “não estou nem aí”. E, assim, os valores deixam de existir e tudo parece não ter mais sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas depositam os seus anseios em alicerces de sabão, que derretem com o mais tênue calor da manhã. Os projetos são etéreos e ocos. Os castelos são feitos de areia e suscetíveis ao desmoronamento trazido pela primeira brisa leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me perdida nesse turbilhão de emoções vazias: sou profunda em um mundo de superfície; sou inteira em um universo de metades. Sem ilusão nem expectativa, tento esperar por nada. Mais do que isso, procuro preencher-me com pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia após dia, avanço um degrau nessa escadaria rumo ao inexistente. Minuto após minuto, ganho um bônus nesse jogo sem sentido, que me guia para nenhuma direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso saber aonde vou e, quem sabe assim, posso chegar a algum lugar. Ou a lugar algum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-6720271928267614875?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/6720271928267614875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=6720271928267614875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/6720271928267614875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/6720271928267614875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/09/castelos-de-areia-projetos-de-ar.html' title='Castelos de areia, projetos de ar ...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-600205279337399203</id><published>2007-09-17T10:22:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T10:33:05.477-07:00</updated><title type='text'>A Teoria do Biscoito</title><content type='html'>A Martha Medeiros, do jornal O Globo, escreveu esse texto na sua coluna. Simples e divertido, o mesmo descreve, de forma bastante verossímil, o que acontece com o universo feminino de maneira recorrente ... É para pensar e pôr em prática!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Texto de Martha Medeiros - Teoria do Biscoito&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Uma vez minha vó me disse que homem é igual a biscoito: vai um, vêm 18. Eu devia ter uns 15 anos e achei graça. Mas só hoje, 14 anos depois, do alto da minha solteirice, eu compreendi tudo sobre essa teoria. E vi que vovó tinha razão.   Funciona assim: quando a gente tá carente, sozinha, solteira, e sai ligando pra todos os paqueras, ex-namorados, rolos e afins, ninguém te quer, não é? Pois é. Essa é a primeira fase: tocos em profusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda fase, a gente resolve que não precisa de homem nenhum pra ficar bem, e aí aparece um só pra contradizer nossa certeza de auto-suficiência.  Vem todo carinhoso, romântico, paparicante...  A gente baixa a guarda, começa a sair com o cara, percebe que ele é interessante, resolve ver no que dá.  Vai saindo, conhecendo, ficando... E aí o que acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra na fase 3: a Teoria do Biscoito. Chega um momento em que você sente que a historinha tá evoluindo pra um possível compromisso, que está gostando daquele carinha, mesmo que ele não seja o príncipe encantado que sempre habitou seu imaginário de mulherzinha. Só que aí, neste exato momento, TODOS os outros que te dispensaram antes começam a te ligar. Parece que eles farejam no ar, que combinam entre si. Acho que a gente deve exalar algum cheiro diferente que, interpretado pelo cérebro masculino, diz "eu encontrei alguém, não estou disponível". Imediatamente, você se torna o objeto de cobiça de todos eles. Talvez justamente por estar radiante, feliz e não-disponível. Aí rola aquela seqüência inacreditável de acontecimentos fantásticos. Você tá na vernissage com seu novo pretendente e aquele gatinho que você beijou há dois meses e nunca mais deu notícias começa a te   ligar. Você vai pra boate sozinha (no dia que seu gatinho resolve ficar em casa descansando) e encontra aquele clone do Rodrigo Santoro, que namorava sua colega de serviço na década passada, e ele te olha, te acha linda e quer ficar com você. E aquele outro, que era seu sonho de consumo como namorado perfeito, partidão, mas que sempre te esnobou, começa a te ligar quase diariamente: chama pro cinema, chama pro showzinho, liga para perguntar o que você tá fazendo, pra te falar do disco novo que comprou, liga só pra ouvir a tua voz ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que acha isso o paraíso. Mas na boa, eu acho que só serve pra atrapalhar. Porque, como mulherzinha do bem que sou, eu só quero essa penca de homens me ligando quando tô na guerra, que é pra poder escolher. Mas depois que eu resolvo sossegar com um, não quero que ninguém fique me ligando pra semear a discórdia e a dúvida na minha mente. Mas o babado é resistir às tentações. De repente, com tantos homens fantásticos te ligando, você começa a olhar pro seu pretendente atual e a achar que ele não é tão bonito quanto o fulano, nem tão alto e gostoso como o beltrano, nem carinhoso e bem-humorado como o cicrano. Você questiona se não está com ele por pura carência, porque ele apareceu num momento de falta de opções no mercado. E essa é a grande cilada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas não resistem. Dispensam o gatinho atual e tentam administrar todos os outros. Eu já fiz isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a Teoria do Biscoito entra na fase final: a de que quem come o pacote inteiro tem indigestão. Fica sem ninguém. Todos somem e você fica sozinha, se perguntando como foi que deixou escapar aquele carinha tão legal com quem estava saindo, só por capricho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se funciona assim para todas as pessoas. Mas eu decidi que agora vou dizer um sonoro "não, obrigada" para toda a fila de negrescos com super-cobertura, e ficar sim com aquele que não é negresco, mas é bono de chocolate. Que não é brastemp super-ultra-mega-estrelinha-plus, mas é  consul-slim e se encaixa direitinho na minha casa. Que não é o príncipe encantado, lindo, maravilhoso, perfeito, em cima do cavalo branco, mas que é um cara real, de carne e osso, que está do meu lado e quer ficar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me diverte e me agrada, e gosta das mesmas músicas que eu, e gosta de dançar música trash dos anos 80, que me apresenta pros amigos sem nenhuma cerimônia, que fica bolando pequenas surpresas pra me fazer e que é, sim, muito lindinho à sua maneira. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não der certo, não deu. Faz parte da vida. &lt;strong&gt;Mas eu não preciso comer o pacote inteiro de negresco pra saber que um bono de chocolate me satisfaz."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-600205279337399203?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/600205279337399203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=600205279337399203&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/600205279337399203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/600205279337399203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/09/teoria-do-biscoito.html' title='A Teoria do Biscoito'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-3313950565180551367</id><published>2007-09-14T12:33:00.000-07:00</published><updated>2007-09-14T12:38:02.330-07:00</updated><title type='text'>Abri os olhos</title><content type='html'>Hoje, ao invés de escrever, me contento em publicar uma música que não sai da minha cabeça nos últimos dias. Ela diz pouco, mas resume quase tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei ... Mais do que eu quis ... Mais do que sou ... E sei do que sei&lt;br /&gt;Só não sei viver ... Sem querer ser ... Mais do que sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fato é o ato da procura ... E a cura não existe só ... E o que era certo ... Eu descobri ...Nem sempre era o melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos ... Não consigo mais fechar ... Assisto em silêncio ... Até o que eu não quero enxergar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei afastar ... A dor de saber ... Que o saber não há&lt;br /&gt;Só não sei dizer ... Se esse meu ver ... Se pode explicar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu penso tanto ... entendo que é mais fácil não pensar ... O que era certo ... Eu aprendi ... A sempre questionar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos ... Não consigo mais fechar ... Assisto em silêncio ... Até o que eu não quero enxergar"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-3313950565180551367?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/3313950565180551367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=3313950565180551367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/3313950565180551367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/3313950565180551367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/09/abri-os-olhos.html' title='Abri os olhos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-4195291126253764573</id><published>2007-08-29T16:34:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T16:35:22.624-07:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>Palavras, nada além de palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras voam com o vento e se dissipam com o tempo. Somem na imensidão do céu e se perdem na nebulosidade das nuvens. Como frágeis gotas d’água, evaporam na palma das mãos. São como lágrimas em rostos tristes, mortas pela quentura da própria respiração. As palavras são invisíveis, intocáveis, imensuráveis. São tudo e nada. Pouco e muito. Começo e fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da efemeridade com que deixam nossas vidas e abandonam nossas memórias, as palavras são capazes de destruir, para sempre, o que construímos durante toda uma existência. As marcas que elas deixam são profundas e inesquecíveis; aparentes e incômodas. São cicatrizes que não fecham, feridas que não curam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é ainda mais verdadeiro quando as palavras são eternizadas pela escrita. Tudo o que é colocado no papel ganha um significado muito mais forte do que o que é pronunciado pelos lábios. O que dizemos some junto com o som das nossas vozes aflitas. O que escrevemos, entretanto, fica guardado como lembranças antigas, fotos velhas e objetos quebrados. Itens que podem ser recuperados a qualquer momento, provocando pensamentos e mexendo em emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca podemos escrever aquilo que não sentimos com a alma. Eternizar impulsos é o maior equívoco que alguém pode cometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o fiz. Queria, no fundo do meu coração, uma resposta para as minhas inquietações, uma certeza para as minhas perguntas. Procurava, sem que percebesse, um retorno para o meu amor. Pretendia despertá-lo com a minha ofensa; resgatá-lo com o meu desabafo. Tudo o que fiz foi perdê-lo ainda mais. Joguei fora as breves oportunidades de estar ao seu lado, de sentir os seus cabelos e de beijar a sua boca. Destruí a chance de tocar o seu corpo e de ser acalentada pelo seu abraço infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o que eu achava que não tinha. Preciso da sua voz, do seu cheiro, do seu sorriso. Sonho com a sua companhia e desejo até mesmo a angústia da sua inconstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, acordo todas as manhãs com o arrependimento de tê-lo ofendido com um e-mail estúpido. Trago em mim a convicção de que nada do que escrevi era sincero. Eu o adoro, o admiro, o desejo. Eu quero qualquer fio de expectativa que me permita estar ao seu lado, qualquer sinal longínquo que me remeta à maciez da sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero o meu amor, aqui, agora, para sempre. Não importa com que título nem com que freqüência. Não ligo para rótulos ou regras: eu quero instantes, pedaços, fragmentos. Eu quero somente a incomensurável alegria que sua simples presença proporciona. Eu quero, eu sinto. &lt;strong&gt;Eu ...&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;espero&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-4195291126253764573?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/4195291126253764573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=4195291126253764573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/4195291126253764573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/4195291126253764573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/08/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-6553995771657593682</id><published>2007-08-22T10:25:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T10:26:33.644-07:00</updated><title type='text'>Começos</title><content type='html'>Tudo na vida tem começo, meio e fim. É assim desde sempre e temos que conviver com essa realidade logo que aprendemos a enxergar o mundo e a compreender o seu funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos e a chegada da maturidade, me torno uma pessoa cada vez mais amante dos começos. Eles são repletos de expectativas positivas, de esperanças puras e de fantasias possíveis. Motivam e inspiram; transformam e ensinam.&lt;br /&gt;É maravilhoso sentir o frio na barriga que o começo proporciona e ouvir, com emoção, as dúvidas que a incerteza impõe em nossas cabeças ansiosas. Nascer, conhecer, entrar em um emprego novo, iniciar uma atividade diferente, dar chance a uma nova relação ... São inúmeras as possibilidades e vertentes que o começo engloba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começamos uma relação amorosa, mostramos o melhor que temos para a pessoa com a qual passamos a conviver. Esforçamo-nos para driblar os defeitos e para contornar os contratempos, tornando todos os momentos realmente especiais. Abrimos mão do orgulho tolo e deixamos fluir os nossos impulsos mais genuínos. Somos sinceros e, ao mesmo tempo, evitamos uma exposição negativa. Somos inteiros sem, entretanto, abrir brecha para a entrega excessiva. O medo do desconhecido e a excitação do intocado são ingredientes complementares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é bom quando começa. Os casais demonstram afeto, doam sentimento, cedem vontades. Os beijos são mais longos e os abraços mais intensos. O desejo é voluptuoso, incontrolável, febril. Os outros desaparecem e o encanto controla pensamentos e atitudes. A mágica domina os gestos e coordena os jeitos. Amacia os gostos e determina os cheiros. Elege os tatos e absorve o brilho dos olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais, quero viver só no começo. Quero exercitar a intensidade e a pureza que esse momento permite e fomentar a felicidade que o envolve. Queria que todas as pessoas conseguissem vislumbrar essa certeza e fizessem das suas existências começos eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que os seres humanos têm pressa de chegar ao meio e, com isso, conseguem o fim. A sede pelo amanhã traz a calmaria desnecessária, tranqüiliza as emoções avassaladoras e permite que a discórdia se torne parte da rotina. A busca pela intimidade e a procura inquietante pelo futuro destrói o que poderia ser sempre fantástico. Chegam os problemas, as discussões, os desapontamentos e, como que por feitiço, a admiração e a harmonia se esvaem pela janela. Morrem os rompantes e despedem-se os arroubos de paixão. Desaparecem as expectativas e nascem as faltas de perspectivas. A alegria dá lugar ao desgaste e os sorrisos são substituídos por lágrimas magoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É o fim do começo ou, talvez, o começo do fim.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-6553995771657593682?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/6553995771657593682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=6553995771657593682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/6553995771657593682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/6553995771657593682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2007/08/comeos.html' title='Começos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-116596683178480046</id><published>2007-08-20T15:39:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T10:28:40.618-07:00</updated><title type='text'>Sutilezas</title><content type='html'>Com o tempo aprendemos que, na vida, tudo tem dois lados. A máxima do “copo meio cheio ou meio vazio” traduz bem a capacidade que o ser humano possui de interpretar uma mesma situação de diferentes formas. As divergências de visões e as disparidades de pensamentos são o que distinguem, de fato, os seres humanos e os seus potenciais de vivenciar a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender a ter uma atitude positiva diante dos fatos é uma tarefa árdua. Encarar os obstáculos com bom humor e desviar os desapontamentos com coragem também são passos decisivos e complicados, mas que elevam a alma e tornam a nossa existência muito mais satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maturidade nos ensina a ponderar ao invés de discutir; perdoar em vez de agredir; pensar antes de acusar. São posturas simples que podemos aplicar às nossas vidas e que, no fim das contas, melhoram – e muito – a qualidade das nossas relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É conversando que a gente se entende”. Quem nunca ouviu esse ditado? Pois é, ele é antigo e corriqueiro, mas traduz um dos ensinamentos mais nobres que podemos assimilar. Para que estragar com farpas o que pode ser consertado com beijos? Por que contaminar com discórdia o que pode ser amaciado com palavras de ternura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não refletem antes de agir e acabam destruindo, dia após dia, a magia dos seus relacionamentos. Tudo seria tão mais fácil se houvesse calma e paciência, se todos se mostrassem desarmados e desprendidos. Em um minuto podemos matar o que demoramos meses para construir. Com uma palavra corremos o risco de pôr fim a um sentimento cultivado há décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre o caos e a paz está em pequenas sutilezas. Um olhar, uma reflexão, um voto de confiança. Por que não abrir mão do orgulho e esquivar-nos do egoísmo? Para que brigar por nada e, sem fundamento lógico, acabarmos com o que pode ser tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses questionamentos deveriam existir na cabeça de todas as pessoas e, de maneira gradativa, levá-las a uma mudança drástica de comportamento. Infelizmente, não é assim que as coisas acontecem. O individualismo dos seres humanos e a síndrome de “donos da verdade” impedem uma avaliação sincera de seus erros e uma vontade genuína de consertá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém muda porque, lá no fundo, não quer mudar. As pessoas não evoluem porque não conseguem enxergar, de fato, a necessidade de fazê-lo. E, com isso, os amores vão esvaindo-se lentamente, mortos pelo desgaste constante da insensatez. Não há paixão que resista à rotina e à intolerância; não existe desejo que sobreviva à ausência de entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso tudo, o que fica é a falta dos sentimentos avassaladores, das paixões exageradas, dos desejos incontroláveis. Não há nada que substitua a magia da admiração mútua e da dedicação despretensiosa. Nada que seja melhor do que a paz e o amor sincero: aquele que devolve brilho aos olhos e palpitações aos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos tentar fazer do futuro um lugar melhor. Encher os dias de realização e ir em busca de um amor que valha a pena, que tire os pés do chão, que coloque a cabeça no ar. Um amor que preencha, que compense, que complete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar não é aborrecer e sim alegrar. É ter objetivos comuns e saber como persegui-los em comunhão. Quando a relação vira desavença não há remédio que a conserte. Ninguém remenda o que não foi feito para dar certo e nem salva o que não tem solução viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida passa em um piscar de olhos: escorre pelas mãos como gotas d’água evaporando na imensidão do oceano. O tempo corre de maneira veloz e temos que ter pressa de ser feliz. Nunca deixar para amanhã o que podemos ter hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz não é uma opção, mas uma necessidade. Achar quem nos faça realmente feliz também é uma exigência e não apenas uma alternativa. Vamos questionar mais, idealizar mais, viver mais. &lt;strong&gt;Vamos lutar por tudo que pode ser real e, a exemplo do poeta, encontrar um amor “que não seja infinito, mas que seja eterno enquanto dure”.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-116596683178480046?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/116596683178480046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=116596683178480046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/116596683178480046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/116596683178480046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/12/sutilezas.html' title='Sutilezas'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115810861578766679</id><published>2007-08-19T17:48:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T10:30:07.070-07:00</updated><title type='text'>Tipos de homem ou, melhor, de cafajeste ...</title><content type='html'>Homem é tudo igual, só muda de endereço. Quem nunca ouviu ou mesmo disse essa célebre frase? A verdade, no entanto, não é bem essa. A raça masculina contém mesmo uma série de características padrão, comuns, repetitivas. A falta de caráter, a incapacidade de entrega, a instabilidade emocional, a confusão de raciocínio, a superficialidade do sentimento ... Enfim, são inúmeras as “qualidades” que regem esses seres complexos e simples, no maior paradoxo que Deus já inventou. Complexos por não saberem reger as suas próprias vidas e por dedicarem as sua existências a enlouquecer as pobres colegas do sexo oposto. Simples, por serem previsíveis e artificiais ao extremo; insossos e vazios; dependentes e fugidios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tantas semelhanças e tamanhos defeitos de fábrica, os homens são, sim, muito diferentes. Embora todos cafajestes, há diversas formas de exercer a falta de escrúpulos e de demonstrar a inexistência de amor. São tipos e nuances distintas de marginalidade, que podem ser ironicamente catalogadas, como espécies do sem-fim grupo de mamíferos-macho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelo &lt;strong&gt;cafajeste comum&lt;/strong&gt;. Ele se sente o mais gostoso dos animais e pensa em comer qualquer par de pernas que cruza o seu caminho. Pode ter 40 anos, mas a maturidade sempre permanece congelada nos 12. O corpo evolui, mas a mente atrofia de maneira gradativa. É burro, na maioria das vezes, pois gasta a maior parte do seu tempo assistindo a partidas de futebol, apodrecendo os dentes com litros de cerveja ou matutando sobre como pegar mais uma vítima. Em resumo, é um pobre coitado, um ser sem recheio, sem idéias, sem razão. Resume-se à carne, à loucura. Acaba na superfície porque nem sonha em ter interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também o &lt;strong&gt;cafajeste gente-fina&lt;/strong&gt;. Ele é polido, chique, gentil. Finge ter uma auto-estima baixa apenas para fazer a mulher aumentar a dela. Possui um infindável leque de elogios e surpreende sempre com agradáveis tiradas. Abre a porta do carro, paga o jantar, manda torpedo, telefona no dia seguinte. Alguns falam até “eu te amo”. São capazes de mentir com sinceridade; de chorar com intensidade; de abraçar com profundidade. Entretanto, tudo não passa de um personagem que encarnam de forma doentia: um homem perfeito e totalmente irreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou enumerar todos os tipos de homens-bomba que existem no planeta. Até porque, graças a deus, ainda não me deparei com todos eles. Mas há três novos conceitos de cafajeste que merecem ser listados nessa breve reunião de machos-problema. Trata-se de variações de uma mesma espécie: o homem “noiva”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o &lt;strong&gt;noivas de Copacabana&lt;/strong&gt;, que nada mais é do que aquele tipo que investiga a vida da mulher antes de tentar “matá-la”. Ele observa a vítima com cautela e realiza uma aproximação planejada e vagarosa. Conhece, troca contatos, analisa o histórico da mulher-alvo. Mantém-se presente, mas nunca de forma presencial. Estreita laços, mas sempre a uma distância segura. Faz gentilezas, mas não oficializa convites. Esse homem tem todo um trabalho de pré-conquista que é, na realidade, o seu grande barato. Pegar a mulher é apenas o ápice de um processo sinuoso e pouco compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;noiva em fuga, &lt;/strong&gt;por sua vez, corre, corre, foge, some, desespera. Quer a mulher, mas não pode ficar com ela. Procura uma vez, mas precisa se esquivar outras dez. Beija uma noite e se obriga a “bater” por três meses. É um frustrado, pois tem medo de si mesmo e persegue a própria sombra. Não se realiza nunca, pois é incapaz de se doar. É amargo, medroso, covarde. Engana a mulher, mas, no fundo, bem lá no fundo, esconde a verdade de si mesmo. Não sabe encarar a vida de frente nem enfrentar o destino com coragem. Esse homem será sempre meio, pouco, parte. É incompleto, inconsciente, inconsistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, temos o &lt;strong&gt;noiva suicida&lt;/strong&gt;. Esse homem tem um distúrbio mais grave do que o de todos os outros. Magoa, com o único intuito de provocar a sua autodestruição. Incomoda as mulheres, mas pretende, de verdade, atazanar sua própria e triste existência. Ele é confuso, fraco, inseguro. Adora a idéia da morte, do fim. Nunca vive o começo, pois não tem garra para iniciar nada. Chama a derrota, se atira no abismo. É um poço de problemas, um mar de dilemas. Está envolto em uma energia ruim, mortal. É escuro e, sobretudo, muito infeliz. As mulheres da sua vida são bondosas, entregues, solidárias. Tentam salvar o que não pode ser resgatado. Cuidar do que não pode ser amado. Proteger o que não pode – e não deve – ser poupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ... esses são apenas alguns tipos de homens que atormentam o nosso dia-a-dia e confundem as nossas cabeças sensatas. São exemplos das inúmeras ervas-daninha que agitam a nossa existência densa e bagunçam nossos corações – &lt;strong&gt;esses sim&lt;/strong&gt; – repletos de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115810861578766679?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115810861578766679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115810861578766679&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115810861578766679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115810861578766679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/tipos-de-homem-ou-melhor-de-cafajeste.html' title='Tipos de homem ou, melhor, de cafajeste ...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115766246035836859</id><published>2007-08-15T13:53:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T10:31:47.688-07:00</updated><title type='text'>Solteiro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma homenagem ao dia de hoje: dia internacional do solteiro!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, avulso, solteiro. Há várias formas de se encarar essa situação. Alguns se deprimem e passam a vida em busca de um pilar para as suas emoções. Outros assumem essa condição que, diga-se de passagem, é pra lá de boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio nome já diz: solteiro. Solto, leve, livre, sem amarras, sem esporas, sem culpa. Sem medo, sem filtro. Capaz de se jogar na vida, de fazer escolhas e, mais do que tudo, de olhar para o próprio umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de viver preso, de pensar no plural, de amar no coletivo. Basta de dedicar dias e noites por alguém que, sem pestanejar, vai deixar de ser “dois”. O nós acaba e fica só você, absolutamente solteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom fazer sem ter que perguntar, escolher ao invés de repetir. É fantástico buscar o novo, descobrir o intocado. Sonhar com o impossível e se aventurar no corriqueiro por diversão. Rir sem ter motivo, chorar sem explicação. Beber, gritar, errar. É maravilhoso poder tudo isso e muito mais, sem precisar dar satisfações, sem ter que buscar respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solteiro é isso: é felicidade, é loucura, é liberdade. Vamos abrir as asas para a dúvida e se alegrar com as inúmeras interrogações que a vida nos reserva. Vamos nos agarrar às indagações deliciosas de quem tem, sim, o direito de hesitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115766246035836859?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115766246035836859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115766246035836859&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766246035836859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766246035836859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/solteiro.html' title='Solteiro'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115957394940642074</id><published>2006-09-29T16:51:00.000-07:00</published><updated>2006-09-29T16:52:29.416-07:00</updated><title type='text'>Não me acostumo...</title><content type='html'>Não me acostumo com o silêncio. Ele é mais ensurdecedor do que qualquer palavra, mais inquietante do que qualquer grito estridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero respostas para minhas perguntas, retornos para as minhas atitudes. Preciso entender o que vivo, compreender o que não posso ter. Nem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha frente existe uma névoa escura, que veda meus olhos e tenta, inutilmente, disfarçar a umidade das minhas lágrimas. A visão turva se torna ainda mais embaçada pela nebulosidade do futuro incerto. O que me espera na esquina? O que me reserva o amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvendo sonhos, afundo-me em desejos remotos, flutuo na atmosfera do impossível. Mergulho de cabeça em um poço sem fundo e abro os braços para o inesperado. Não sei se cairei na maciez do algodão ou se serei surpreendida pelas farpas de um arame cruel. Resignada e corajosa, abro o peito para qualquer uma dessas possibilidades, com a única certeza do meu sentimento. É só isso que me basta; é apenas essa força que me guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus passos são firmes, apesar de não saberem para onde vão. Minhas mãos tremulam, mas não deixam de segurar o nervosismo da alma. Sigo, heróica, rumo ao nada. E nada me retrai ou amedronta. O amor é a minha sede, a minha inspiração. A paixão orienta minha mente e acalma meu corpo febril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sinto medo. Nem raiva. Prencho-me de vontade e de determinação. Sou amor e volúpia. Desejo e negação. Quero, sinto, posso. Desisto. Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115957394940642074?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115957394940642074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115957394940642074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115957394940642074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115957394940642074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/no-me-acostumo.html' title='Não me acostumo...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115902659560813456</id><published>2006-09-23T08:48:00.000-07:00</published><updated>2006-09-23T09:46:11.956-07:00</updated><title type='text'>Poetas</title><content type='html'>Vinícius de Moraes e Tom Jobim conseguiram resumir em uma música a realidade de todos os poetas. A tristeza de todos os amores grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Que nada nesse mundo levará você de mim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Eu sei e você sabe que a distância não existe&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Que todo grande amor só é bem grande se for triste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Que todos os caminhos me encaminham pra você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o oceano só é belo com o luar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Assim como a canção só tem razão se se cantar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Assim como uma nuvem só acontece se chover&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Assim como o poeta só é grande se sofrer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Assim como viver sem ter amor não é viver&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Não há você sem mim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Eu não existo sem você&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém melhor do que eles para saber que ninguém escreve sem ter o coração partido. Amores correspondidos e relações bem-resolvidas não se transformam em poemas, em prosas, em livros. Eles não são inspiradores nem levam à criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a perda e o desprezo aquecem as mentes produtoras e transformam um simples mortal em um magnífico poeta. É na dor que as emoções transbordam, que a alma sangra e que as palavras se misturam em versos confusos. É na solidão de um quarto escuro ou mesmo no barulho de um bar lotado que os sentimentos se materializam e que o sofrimento dá origem a obras inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser poeta é preciso sofrer. O poeta é triste na essência, passional na íntegra. Ele nasce dramático e se aprimora ao longo de cada ano de sua vida conturbada. Ele ama com mais profundidade e chora com muito mais gana. O começo e o fim são realidades constantes e próximas. O amor e o ódio se cumprimentam instante a instante. A alegria e o caos mesclam-se, fundem-se, confundem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nasci poeta. Cresci poeta. Sou, cada vez mais, poeta. Poeta de corpo. De exagero. De dor. Poeta de história e de destino. De carma. De alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofro dobrado, choro apertado, vivo ao quadrado. Perco, esqueço, derreto. Jogo-me no abismo de maneira repetida, atiro-me no ar de forma recorrente. Tenho certeza de que vou me arranhar e cultivo a convicção de que vou me afundar em lágrimas. Mesmo assim, me solto na negritude da noite e na frieza da indiferença, doando-me à fatalidade do não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso continuar assim, pois essa é minha missão, a minha raça, a minha constituição mais verdadeira. Não posso escapar do que sou e nem fugir do presente – ou castigo? – que os céus me reservaram. Vim ao mundo para ser poeta, nem mais nem menos. Nem muito nem pouco. Apenas poeta. Triste e sofredora por natureza, mas amante e profunda por convicção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115902659560813456?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115902659560813456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115902659560813456&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115902659560813456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115902659560813456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/poetas.html' title='Poetas'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115782994346952817</id><published>2006-09-09T12:25:00.000-07:00</published><updated>2006-09-09T12:25:43.480-07:00</updated><title type='text'>Reflexo turvo</title><content type='html'>Passo horas em frente ao espelho, tentando achar o que mudou em mim. Qual foi o traço que teve a sua forma transformada? Qual a nuance do meu sorriso deixou de existir? Ou será que foi o brilho dos meus olhos que perdeu intensidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro na face, no corpo, no jeito de andar. Vasculho por todos os poros, investigo todos os sinais. Descubro, por fim, que foi dentro de mim que a grande transformação aconteceu. Eu cresci. Virei mulher, disse adeus à inocência, abandonei a ingenuidade de quem, um dia, pensou que o mundo poderia ser colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acordei do meu sonho pueril, despertei da fantasia doce, despenquei de um céu forjado, que escondia as nuvens cinzentas em meio a um ofuscante azul artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, conheço um pouco da vida; sei o que não esperar das pessoas. Acredito na felicidade, mas sei que ela não é plena. Muito menos eterna. Confio na realização, sabendo de todos os limites que a realidade lhe impõe. Sonho, mas nunca deixo meus pés saírem do chão. Idealizo sem, entretanto, deixar minha alma levitar na ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou agora apenas um pedaço da menina que eu fui um dia. Transformei-me em uma criatura menos leve, mais verossímil. Flutuo sem sair da terra. Vôo sem deixar o solo. Viajo, mas não saio do meu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondo uma sabedoria doída, adquirida em anos de experiência. Algumas fantásticas, outras nem tanto. Trago no peito rachaduras; nas mãos, marcas; nos lábios vestígios amargos de todos os beijos que troquei e de cada insulto que expeli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma mescla de alegria e decepção. De sangue e corpo. De mente e alma. Sou um milhão de coisas; confusas e simples; triviais e complexas; gentis e arrogantes. Sou mulher, adulta, pessoa, criança. Ainda guardo, lá no fundo, uma esperança tão mentirosa quanto as histórias de amor que vivi. Tão frágil como os “eu te amo” que ouvi. Tão superficial quanto as promessas que recebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, apesar de tudo, que tudo, enfim, é preciso. Tinha que crescer; precisava aprender. Ninguém se transforma sem dor; ninguém sobe sem tropeços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é levantar e seguir em frente. Correr em busca do que posso ter; confiar no que pode, de fato, ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja fugaz; que dure um instante; que me traga uma alegria efêmera. Mas que seja intenso, verdadeiro e, sobretudo, meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115782994346952817?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115782994346952817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115782994346952817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115782994346952817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115782994346952817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/reflexo-turvo.html' title='Reflexo turvo'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115766258162191765</id><published>2006-09-07T13:56:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T08:12:40.793-07:00</updated><title type='text'>Noite fria ..</title><content type='html'>Perdida na noite fria, completamente sem direção. Parada em frente à luminosidade irritante do computador; afundada na segurança do mundo virtual; machucada pela angústia da falta de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente assim que me sinto agora: uma criatura sem começo, sem meio e sem fim. Uma mulher sem rumo nem abrigo. Sem sonhos, sem sombras. Absolutamente imune à alegria e entregue à embriaguez da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilusão deixou o meu corpo, abandonou a minha mente. A esperança disse adeus ao meu coração, esvaziou a minha alma ferida. Ainda no chão, na tentativa desencorajada de tentar me reerguer da solidão, me aventuro em um fio tênue de expectativa. Permito que um pedaço tolo de mim volte a desejar, a idealizar. Deixo, de forma aborrecedora, que essa parte ignorante do meu ser se exponha novamente, se abra ao tiro certeiro do desapontamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um tombo, mais uma tristeza para encher as páginas da minha breve vida. Mais uma razão inquietante para revoltar os meus dias e tornar minhas noites insones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria acordar e não ser mais eu; queria abrir os olhos e enxergar uma realidade diferente; queria levantar desse sono profundo, que não me deixa ser fria. Queria, acima de todas as coisas, me livrar desse romantismo que me acompanha, que me persegue. Nunca mais amar e não ser amada. Nunca mais acreditar e ser decepcionada. Nunca mais, enfim, esperar por aquilo que jamais virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias de amor só são mágicas na ficção. São momentos e frases envoltas em uma ternura inverossímil: uma fantasia linda e doce, que só existe na mente de pessoas atordoadas como eu. Poetas e autores que, como eu, desejaram o impossível e tentaram tocar o inexistente. Sonharam com o imponderável e desenharam um mundo paralelo, em que tudo pode ser, em que a imaginação pode, de fato, se tornar real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115766258162191765?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115766258162191765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115766258162191765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766258162191765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766258162191765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/noite-fria.html' title='Noite fria ..'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115766241626803275</id><published>2006-09-07T13:52:00.000-07:00</published><updated>2006-12-02T20:34:55.903-08:00</updated><title type='text'>Divagações</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escrito em novembro de 2002&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pensando muito sobre algumas questões e acho que vou escrever uma tese. Por que as coisas só acontecem quando você não quer mais que elas aconteçam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, não estou bêbada nem totalmente insana. Ainda. Mas o fato é que essa questão é recorrente na minha vida. E, mesmo que eu me esforce, é impossível não me revoltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre assim. Sonhos que se realizam quando não são mais sonhos. Desejos que caem sob os meus pés quando o meu foco já virou 180º. E, É LÓGICO, que o meu novo alvo de atenção é impossível. Pelo menos até eu deixar de almejá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me fez surtar de vez? Na verdade, um milhão de motivos mesclados e confusos, soltos na minha mente atordoada. O principal, entretanto, foi o recente e inacreditável acontecimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase quatro anos babando por um carinha e abdicando de qualquer coisa por um minuto que fosse ao lado dele. Noites em claro, dramas de fazer inveja a mais cafona das novelas mexicanas e, claro, lágrimas suficientes para acabar com a seca do Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez refeita desse folhetim epopéico, me aventuro em outras tramas conturbadas. Esqueço o SER que me garantiu uma centena de rugas precoces e me sinto uma vitoriosa por ter, finalmente, ultrapassado mais uma "Era".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CINCO anos depois, o grande causador de toda a turbulência descrita resolve "sentir" e dizer tudo aquilo que nem a minha fantasia mais improvável poderia alcançar. Eu, da noite para o dia, me tornei o "caminho certo", a "mulher para casar", o "amor que a imaturidade da adolescência não deixava transparecer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonito, né? Melhor ainda é que essas palavras meigas foram ditas por telefone, às 03:30 da manhã de sábado, quando eu estava com o meu NOVO SONHO DE CONSUMO e diante de todos os amigos dele. E mais: o meu atual objeto do desejo virou alvo de piadas carinhosas como "ele é corno, mas é meu amigo ...". Ah! Sem contar a saída de estréia com essa mesma VIGENTE PAIXÃO. Mal entrei no carro e o celular resolveu disparar. Do outro lado, uma das últimas decepções de que eu acabara de me curar se declarava e insistia em me encontrar. E, não satisfeito com o fora embaraçado que levou, ainda mandou torpedos ao longo da noite com comentários infelizes. SHOW!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, a carreira jornalística me cobra criatividade, mas nunca iria tão longe. E esses só exemplos dos incontáveis que estão sendo sarcasticamente relembrados pela minha memória infalível.&lt;br /&gt;É ou não é subsídio bastante para uma dissertação daquelas??? Resta saber se acontece com todo mundo ou se estou sentada diante de uma nuvem de tempestades estáticas: paradas, obviamente, em cima da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, tenho inspiração de sobra para o livro que - um dia - desejo escrever. Aí, só vão faltar a árvore e o filho. A árvore é fácil, mas, se continuar assim, o filho vai ser complicado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115766241626803275?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115766241626803275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115766241626803275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766241626803275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766241626803275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/divagaes.html' title='Divagações'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34030493.post-115766235134702880</id><published>2006-09-07T13:49:00.000-07:00</published><updated>2006-12-02T20:35:34.823-08:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escrito em janeiro de 2003&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos quatro anos de idade, já era uma romântica incorrigível. Me lembro como se fosse hoje de me arrumar para ir assistir a mais badalada das peças infantis do momento: Sapatinho de cristal. Chegando lá, meu coração quase pulou pela boca. O príncipe era a coisa mais linda que a natureza tinha concebido e o meu "crítico olhar" de criança já anunciava a minha primeira paixão platônica. Ao longo do espetáculo, eu fitava aquela imagem sem mover um músculo, como que hipnotizada. De repente, ele começa a cantar. Claro! Todo príncipe que se preza canta! E a música ecoava o meu apelido: bela, bela, bela!!!! No meu universo pueril, eu não poderia imaginar que esse adjetivo não me pertencesse com exclusividade. E a associação foi imediata, como se o destino estivesse me dando uma prova definitiva: ele cantava para mim!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse isso, ele veio experimentar o sapato de cristal - começo de toda a história - no meu pé!!! Pronto, eu estava perdidamente acometida pelo amor "eterno" (como todos que senti ao longo da minha vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites e noites se seguiram ... E eu, no alto dos meus QUATRO anos, ouvia o disco da peça insistentemente... O coração aos pulos e o corpo estirado na sala escura.&lt;br /&gt;Muitos anos se passaram e eu segui - com maestria, diga-se de passagem - esse caminho de paixões não correspondidas. Aos 15 anos, redescobri o causador de minha trajetória sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Ivan e Lucinha Lins, ele fazia parte do elenco de uma novela global. Ao ver o homem em que Cláudio havia se transformado, senti de novo palpitações e tremedeiras. Daí em diante, acompanhei cada novela, assisti a todas as peças de que ele fez parte. Fui aos shows, não importava onde eles acontecessem. Até na Praça de Alimentação do Rio Off Price eu fui vê-lo cantar!!!!! Teatro infantil, musical, tudo valia!!!! E ainda carregava os meus namorados comigo!!!! Mal sabiam o estado de perturbação que a simples presença do Cláudio Lins me causava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos quase 23 anos, estou descendo a rua distraída e me deparo com uma bicicleta. Por um triz de ser atropelada e ainda me recuperando do susto, vejo que na minha frente está simplesmente o CLÁUDIO LINS. A minha cabeça demora a computar a informação, o coração não sabe se dispara ou se para de bater de uma vez por todas. &lt;strong&gt;Silêncio&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pede desculpas e solta no ar "Imagine se eu tivesse te atropelado. Seria um desperdício fazer um estrago numa carinha dessas". Esperei toda a minha existência por um olhar, uma resposta, um retorno para a minha devoção gratuita. E O QUE EU FIZ???????? &lt;strong&gt;Silêncio&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele prosseguiu. "Esse sinal demora, né?". &lt;strong&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Persistiu na tentativa de arrancar uma maldita palavra da minha boca: "Você mora por aqui?".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Silêncio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um silêncio e outro, ele me olhava de forma fixa. Eu procurava respostas no chão, nos lados opostos, nos carros que aguardavam pelo sinal. A luz vermelha subitamente mudou de cor e ele, o meu Cláudio, pedalou para longe de mim. Eu fiquei ali, atônita, muda, inerte. &lt;strong&gt;Em silêncio&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34030493-115766235134702880?l=inutildesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inutildesejo.blogspot.com/feeds/115766235134702880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34030493&amp;postID=115766235134702880&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766235134702880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34030493/posts/default/115766235134702880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inutildesejo.blogspot.com/2006/09/silncio.html' title='Silêncio'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
